terça-feira, 15 de novembro de 2016

Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras

A Endeavor e o Sebrae realizaram a quarta edição de uma pesquisa para verificar como anda o empreendedorismo nas universidades brasileiras em 2016. Foram consultados 2230 alunos e 680 professores pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior de todo o país. O objetivo do estudo é direcionar as estratégias das universidades e das lideranças que trabalham com empreendedorismo no Brasil.
A Universidade deve ser um ambiente que potencialize e inspire o empreendedorismo, o sonho grande e a inovação no aluno, para gerar desenvolvimento econômico e social na comunidade. Porém os números ainda não são animadores. Em relação aos professores, 65% estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo dentro do ambiente acadêmico, porém, entre os alunos, esse número cai para 36%. A pesquisa mostrou que as faculdades têm disciplinas que motivas os aluno a darem os primeiros passos, porém, pecam no oferecimento de disciplinas que instruem os próximos passos. Falta toda uma estrutura que dê apoio a jornada completa do empreendedor.
Outro ponto a ser trabalhado é a aproximação da universidade com o mercado, fato que não acontece na maioria das universidades.
Hoje, 6% dos universitários brasileiros são empreendedores e 21% pretendem empreender no futuro. Dos que empreendem, a maioria trabalha sozinha (microempreendedores). Ou seja, acaba sendo um baixo impacto na geração de empregos. 


Apesar da maioria dos estudantes não desejarem empreender, grande parte deles já teve contato com o empreendedorismo, seja trabalhando em pequenos negócios (60%) ou tendo alguém próximo que já abriu um negócio (50%). 
Os que não querem empreender têm como primeira opção a vontade de trabalhar no setor público (43%) ou em uma grande empresa (27%). As principais causas estão relacionadas à renda. Sobre as justificativas para não querer empreender, tem-se:


Além de ambições tímidas e empregabilidade de poucas pessoas, a inovação também não está na cabeça do aluno. Empreendimentos universitários se concentram em setores tradicionais da economia, sendo na maior parte do comércio varejista e prestação de serviços. Cerca de 70% dos produtos ou serviços criados pelos universitários empreendedores já existem no mercado nacional e 17% já existem no mercado regional. Os números não são muito diferentes para quem ainda vai abrir o negócio (63% e 12%).
Além disso, a prioridade do negócio próprio muitas vezes não é exclusiva. Quase metade dos empreendedores entrevistados além de estudar e empreender, ainda trabalha em outro lugar. A universidade também não se mostra o centro para encontrar sócios, já que são pouco os atuais universitários que empreendem em companhia de algum conhecido (6,1%).
A pesquisa fez um levantamento dos principais desafios para os universitários, com 10 categorias diferentes. As categorias que se mostraram maior desafiadoras foram Acesso a crédito e investimentos (22%), Gestão de Pessoas (18%), Gestão Financeira (17%) e Inovação (17%). 
O empreendedor universitário reconhece a importância que programas da universidade poderiam ter em seus negócios. 54,3% destes acreditam que programas de serviço e suporte, incubadoras e acesso a investidores sejam essenciais para o preparo. 54,4% das faculdades oferecem o conteúdo de inspiração para empreender. Porém todos os outros temas não chegam a 10% cada.
Em cerca de 50% dos cursos de engenharias e ciências sociais aplicadas há disciplina de empreendedorismo. Porém as outras áreas têm essa oferta em torno de apenas 30% das universidades. É importante que disciplinas deste assunto sejam permitidas e oferecidas para alunos de diferentes cursos, porém isso ocorre em apenas 35,5% das instituições. Empreender é uma prática multidisciplinar, e futuros sócios têm chances de se conhecerem nesse meio.
O oferecimento de iniciativas também precisa melhorar. Foram levantadas 29 possíveis iniciativas, porém, apesar de 30,6% das universidades oferecerem cinco ou mais, em média, 10% das universidades têm apenas uma iniciativa. Entre os professores, 43,7% afirmam que há professores envolvidos em pesquisa de empreendedorismo em sua instituição. 
Em relação às vagas de emprego e estágio, as pequenas e médias empresas se destacam, porém startups ainda têm um número baixo:


Em relação aos professores, cerca de 30% se auto avaliaram como lideranças e contribuintes ativos na promoção de empreendedorismo na sua universidade, proporção razoável. Cerca de 70% dos promotores do empreendedorismo não possuem um negócio em funcionamento atualmente. Além disso, os professores com menos tempo de casa estão mais a par do mercado. 40% com menos de 10 anos de experiência têm um negócio em funcionamento, contra 29% dos professores com mais de 10 anos de experiência. Assim como os alunos, a maior parte dos negócios de professores não é inovador (apenas 6,1%). Um terço dos promotores de empreendedorismo na universidade deixaram de empreender ou ainda não empreendem por conta da dedicação exclusiva á universidade.


O universitário empreendedor não costuma conversar com profissionais da universidade. Apenas um terço realiza tal prática. Os agentes de universidade estão em último lugar considerando pontos de apoio da universidade quanto fora dela.
Os fatores que despertaram o interesse empreendedor nos alunos não são tão ligados à universidade. 72% concordam que a maior inspiração veio de família, amigos, internet e livros, contra 57% para as faculdades. Os índices de satisfação entre professores e alunos são bem divergentes:


Ou seja, a partir de todos esses números, percebe-se que as universidades ainda precisam tomar medidas para aproximar-se mais dos alunos, no quesito empreendedorismo. Iniciativas, estudo do que o aluno realmente quer e precisa devem ser adaptados para aumentar o potencial de perfis empreendedores.

A pesquisa completa pode ser vista neste link.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Semana Global do Empreendedorismo

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) foi lançada na Inglaterra em 2007, pelo ex-primeiro ministro Gordon Brown e pelo então presidente da Kauffman Foudation, Carl Schramm, com o objetivo de disseminar e fortalecer a cultura empreendedora.
A ideia é que ao longo do mês de novembro, em especial na terceira semana, pessoas de mais de 150 países sejam inspiradas por atividades locais, nacionais e globais, explorando o potencial empreendedor. 
Em 2016, a SGE ocorrerá de 14 a 20 de Novembro. Os objetivos principais desta edição são:

 - MOBILIZE pela realização das atividades: Brasil já foi reconhecido como o maior realizador de atividades durante a semana. Através da mobilização de todos, é possível manter este legado.

- INCENTIVE a temática destas atividades: O mote da SGE deste ano é "Conexões que transformam cidades". Empreendedores são capazes de crescer diante de todos os cenários, mas sozinhos não conseguem ir tão longe. Com a mobilização de um ecossistema que estimule, acelere, encoraje e fomente o seu crescimento. A SGE é uma ótima oportunidade para isso.

- IDENTIFIQUE as boas práticas e a percepção do empreendedor sobre a sua cidade

No Brasil, é possível consultar toda a programação, por região e categoria, através do site da Rede Global de Empreendedorismo.



A GFC - Gestão Financeira Criativa participará da SGE 2016 não só apoiando o movimento, como também através do lançamento de um Ebook sobre Gestão Financeira para Empreendedorismo. Se inscreva neste link para receber o ebook em primeira mão, que será lançado durante a SGE.




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump e o Dólar

O mercado financeiro ficou agitado com a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (10) o dólar teve uma forte alta, impactando desde já as casas de câmbio. O gráfico abaixo, do portal Uol, mostra a alta da moeda norte americana desde o começo dessa semana e no dia de hoje. Hoje ocorreu a maior alta dos últimos oito anos, de 4,73%.



O comparador de preço de moedas para compra e venda, Melhorcambio, já mostra que a compra do dólar está a partir de R$3,58 nas casas de câmbio, conforme figura abaixo.


Em entrevista à Exame, o diretor da corretora NGO Sidnei Nehme diz que a tendência é que o dólar continue a se valorizar até o final do ano. A previsão é do dólar atingir R$3,60. O especialista sugere que quem tem viagem para o exterior no curto prazo compre a moeda agora. Já para viagens mais distantes, a sugestão é ir comprando aos poucos. Até que Donald Trump anuncie sua equipe e seu programa de governo, a economia ficará sob um ar misterioso. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dica: Black Friday - II

O Zoom, comparador de preços online. criou mais uma forma de ajudar os consumidores na Black Friday. Trata-se do Zoom Garante. Trata-se de uma garantia para os casos em que a loja não entregue o produto comprado. Nesse caso, o Zoom resolve o problema diretamente com a empresa ou devolve dinheiro ao consumidor (até R$ 5 mil). A ferramenta é grátis, basta fazer cadastro neste link.


Para utilizar o Zoom Garante na hora da compra, o consumidor deve comprar através do Zoom, com login efetivado. Ai no caso de problemas na entrega basta abrir uma reclamação. O site tem parceria cm Americanas, Extra, Magazine Luiza e mais 300 lojas.

Lojistas

Porém, não são só os consumidores que devem estar atentos à Black Friday. As empresas precisam preparar suas estratégias, definindo previamente a política dos preços e descontos, estruturando seu sistema para uma carga maior de acessos. A segurança também deve ser um fator de atenção. O site Computerworld sugere que uma boa tática é restringir o tempo de acesso ao site de compras e bloquear emails com links e anexos em promoções (o email ainda é a grande porta de ataques virtuais).
Os hackers se aproveitam para criar falsos links, comprometer máquinas, roubar dados do sistema da empresa, dos usuários. 
Em relação à estratégias de venda, é importante que os descontos, mesmo que agressivos, não cheguem ao ponto de causar prejuízo. Uma boa prática é usar a data para liquidar produtos que estão encalhados. Potencializar os mais vendidos também é uma boa estratégia. Além da definição dos preços, os lojistas devem se planejar em relação à entrega dos produtos nos prazos combinados. Há dependências de terceiros, como por exemplo os Correios e transportadoras. Assim, aumentar um pouco o prazo limite acaba sendo uma segurança maior. O terceiro ponto é o de divulgação. Anúncios em buscadores, redes sociais, blogs são essenciais, desde cedo. 
Os Correios estão preparando um pano especial para a data. Estão sendo contratados empregados temporários, realização de investimentos em linhas extras de transporte, além do reforço dos recursos de gerenciamento de riscos de carga. Os prazos terão um acréscimo de dois dias úteis.

Compras Internacionais

Como a Black Friday é um fenômeno internacional, também é possível fazer compras do exterior. Lojas como Amazon, Ebay e Aliexpress também apresentam suas promoções. Porém, nesses casos é muito importante lembrar que os preços estão em moeda estrangeira e os fretes são mais caros e mais demorados, portanto é importante prestar atenção nesses detalhes. A Tecmundo fez uma página com dicas para quem for comprar na chinesa Aliexpress.

Consumo Consciente

A ideia dos lojistas é fazer seu público ficar atraído pelas ofertas e consumir o máximo possível. Porém o consumidor deve ter plena consciência nessa "tentação". Comprar produtos que não atendam a necessidade ou que sejam mais caros podem acabar virando problemas. Uma ferramenta interessante para escolher modelo de eletrônicos, como Notebook, TV e Smartphone é o Shoptutor, com seu assistente de compras. A partir de algumas respostas rápidas, o assiste analisa os modelos e as melhores ofertas para indicar ao usuário.
Para compra de eletrônicos, a Tecmundo também fez uma página especial com atualizações ao vivo sobre os principais produtos e promoções. Vale lembrar também que na segunda-feira posterior á Black Friday (28) ocorrerá a Cyber Monday, uma segunda chance de promoções, nos produtos de tecnologia. Em 2015 a Cyber Monday teve um resultado de vendas de R$ 294 milhões (crescimento de 56% em relação a 2014), com 679 mil pedidos e ticket médio de R$ 433.

Inflação - Outubro

O IBGE divulgou os resultados da inflação referentes ao mês de outubro. Os resultados foram de aumento do índice comparados ao mês de setembro. Foi um aumento de 0,26%. Os segmentos que tiveram as maiores altas foram o de habitação (0,42%), vestuário (0,45%), transportes (0,75%) e saúde e cuidados pessoais (0,43%). As quedas ocorreram nos artigos de residências (0,13%) e alimentação e bebidas (0,05%). O resultado geral pode ser visto neste link.
A variação acumulada do ano do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já é de 5,78%. Nos últimos 12 meses o valor acumulado é de 7,87%, primeira vez abaixo de 8% desde o começo de 2015. O número ainda está bem abaixo da meta do governo, de 4,5%, com tolerância entre 6,5% e 2,5%. O gráfico abaixo mostra o comparativo do IPCA acumulado no ano para 2015 e 2016 (até outubro).


Apesar da alta em outubro, o resultado é o menor para o mês desde 2000. No ano passado a alta foi de 0,82%.
O alto valor da inflação ainda torna investimentos do Tesouro Direto atrativos, com destaque aos atrelados ao IPCA. Estes estão listados abaixo, tirados do site do Tesouro:



A eleição nos EUA e seu impacto no Brasil

Ontem (09) ocorreram as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Donald Trump foi eleito, causando um verdadeiro alvoroço por todo o mundo. O candidato do partido Republicano já é milionário desde suas origens, filho de um empreendedor imobiliário, Trump seguiu os passos do pai. A Forbes estima que sua fortuna seja de US$ 3,7 bilhões.
Em sua campanha presidencial, foi considerado por ter opiniões xenofóbicas, racistas e antissemitas. Diversas celebridades norte-americanas declararam abertamente apoio à concorrente, Hilary Clynton, e disseram mudar-se para o Canadá em casa de vitória Republicana. 
Em relação à propostas econômicas, o candidato eleito prometeu abaixar os impostos para todos, pleno emprego a trabalhadores de média ou baixa qualificação, medida vinculada à expulsão dos 11 milhões de imigrantes ilegais. Trump também pretende se afastar da China e do México para aproximar-se da Rússia.
A vitória de Trump já começou com reflexos negativos no mercado financeiro mundial. A bolsa de Tóquio fechou o dia com uma queda de 5,36%. A Bovespa já caiu 2% e o dólar reduziu a alta que estava tendo. Os ativos de risco estão todos caindo, com destaque para o peso mexicano, que chegou a cair 10% frente ao dólar. A figura abaixo, do portal G1, mostra a queda das bolsas asiáticas.



Uma pesquisa feita pela Intralinks, com especialistas do mundo todo, estima que a eleição de Trump deve ter um impacto negativo sobre o mercado global na casa dos US$ 4,3 trilhões. 
No Brasil, diante do cenário de alta volatilidade do mercado, o sistema do Tesouro Direto abriu com atraso. A tendência é que haja um forte movimento de fuga de risco, diante do cenário de incertezas. Grandes instituições bancárias estrangeiras acreditam que o dólar possa chegar na faixa dos R$3,40-R$3,50 nas próximas semanas. O gráfico abaixo mostra a forte queda que o Ibovespa teve hoje em sua abertura.



André Albo, assessor na Alta Vista Investimentos, em entrevista à Infomoney, disse que no Brasil o que deve acontecer é uma valorização do dólar, abertura nas taxas de juros e prêmios de risco. Com isso, os títulos prefixados de curto prazo devem ter um incremento nos prêmios.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Crédito para pequenos negócios

De acordo com pesquisas do Sebrae, a falta de crédito é uma das principais barreiras para o crescimento das empresas. Sem crédito, a empresa não consegue fazer investimentos, pagar suas contas e manter seu capital de giro, freando seu crescimento. Ainda mais no atual cenário econômico, com alta taxa da inflação, que acaba reduzindo todo a cadeia econômica.
Uma das alternativas é o financiamento. Porém, no Brasil as pequenas empresas têm dificuldade para adquiri-los, por serem caros e difíceis de se conseguir.
É muito importante que antes de aceitar qualquer financiamento o empresário faça toda uma pesquisa, levantando o que está disponível no mercado e a conta de quanto terá que pagar. A taxa média de juros para pequenas e médias empresas está entre 30% e 40% ao ano, segundo Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper, em entrevista à Valor Econômico. É fundamental também que o empresário tenha sua gestão financeira organizada e estruturada, para que eo financiamento não acabe aumentando a bola de neve.
Os tipos de crédito disponíveis são:

- Agência de Desenvolvimento: são organizações que visam fomentar o desenvolvimento local, de forma sustentável. Oferecem taxa de juros mais atrativa e costumam solicitar um plano de negócios estruturado para concorrer. Exemplos: Desenvolve SP, BNDES (vários estados e municípios que oferecem programas)



- Cooperativas de Crédito: são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente aos seus associados, sem fins lucrativos. As taxas de juros costumam ser menores do que as praticadas pelos bancos comerciais. São autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central. A lista de instituições está disponível neste link.

- Empréstimos Bancários: são oferecidos pelos bancos públicos e privados, normalmente com as maiores taxas, mas com maior volume de oferta. 

Empresas de inovação podem buscar algumas linhas específicas, como o BNDES, CNPq, o Finep e a Fapesp.

O Sebrae oferece um meio facilitador de crédito para os pequenos negócios. Por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos. Com o Fampe as dificuldades de atender os pré-requisitos adotados por instituições financeiras são reduzidas, disponibilizando garantias complementares. Desde o seu início, O Fampe já avalizou mais de 275 mil pequenos negócios, que captaram cerca de R$ 12 bilhões em crédito bancário, sendo R$ 8,69 bilhões o montante de garantias do fundo. 

O cartão BNDES também é uma boa alternativa para o empresário. Trata-se de um cartão de crédito que visa financiar os investimentos das micro, pequenas e médias empresas e dos micro empreendedores individuais. Este possui convênio com os principais bancos do Brasil, não exige a aplicação de tarifa e possui taxas de juros mais atrativas.

Já o empresário que estiver disposto a vender parte do seu negócio pode escolher a participação acionária. Existem os sócios-investidores, investidores anjos, fundos de investimento. Em 2011 a FGV realizou um Censo que mostrou que em 2010 foram investidos US$ 3,1 bilhões em empresas brasileiras, sendo que quase metade foi para empresas em estágio inicial de desenvolvimento. 

Os investidores anjos costumam buscar empresas bem iniciantes, e costumam investir em média, de R$ 50 mil a R$ 500 mil. Os investidores de seed capital injetam em média de R$ 500 mil até R$ 2 milhões, em empresas mais consolidadas e com produtos definidos. Já os fundos de venture capital investem até R$ 10 milhões. A lista de fundos está disponível neste link. Para estes três casos o empresário deve saber quanto sua empresa vale, ter um bom plano de negócios, deve procurar um bom advogado e ficar sempre atento.

Empresas embrionárias podem procurar programas de incubação e de aceleração, além de investimentos coletivos.

O investimento coletivo (equity crowndfunding) foi criado para empreendedores apresentarem suas propostas e dados financeiros de suas respectivas empresas em plataformas virtuais, buscando uma porcentagem de investimento de até 10% de potenciais investidores. Estes, por sua vez, ganham títulos de dívida conversíveis em ações da empresa. Seguem algumas plataformas:

- Eusocio: https://www.eusocio.com.br/
- Broota: https://www.broota.com.br/
- Fundacity: plataforma internacional, com mais de 67 mil usuários, 40 mil startups, 1.500 grupos de investimentos e 173 países
- Eqseed: https://eqseed.com/br

As opções são inúmeras, porém é preciso fazer uma boa pesquisa e verificar qual o real preço a ser pago, e, se haverá condições de fazer tal pagamento. Da mesma forma que o crédito é um alavancador do negócio, ele também é um dos maiores responsáveis pelo fechamento de empresas, de acordo com o Sebrae.

Pedidos de Falência 2016

Na última quinta-feira (03), a Boa Vista SCPC lançou os dados de uma pesquisa que mostram que o número de de empresas que pediram falência entre janeiro e outubro de 2016 cresceu 13,7% em relação a 2015. Nos últimos 12 meses a alta foi de 14,3%. 
A Boa Vista SCPC realiza dois indicadores, o de falências e o de recuperações judiciais. Eles são constituídos com base na apuração mensal dos dados de falência decretadas na base de dados da Boa Vista, oriundas de fóruns, varas de falência e Diários Oficiais e da Justiça dos Estados. 


A pesquisa mostra uma desaceleração do aumento dos pedidos de falência em relação ao mês anterior, quando comparada com 2015, porém a situação ainda é crítica.
Já em relação à recuperação judicial, o número de empresas que solicitaram esta nos dez primeiros meses de 2016 subiu 66,5% em relação ao mesmo período de 2015.
O Brasil vêm passando por uma crise econômica, com inflação elevada, o que acaba impactando diretamente os preços e o consumo dos produtos e serviços, o que faz as empresas precisarem cortar seus gastos. Porém apenas isso não basta, é fundamental que seja feito todo um planejamento e que a gestão financeira esteja trabalhando junto com o Planejamento Estratégico da empresa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Black Friday também no setor financeiro?

A Black Friday não estará presente apenas no comércio. Várias das Corretoras de Investimento já estão anunciando que também terão as suas ofertas na "Sexta Feira Negra".

A Easynvest está anunciando as seguintes "ofertas", não só para a Black Friday, mas para todo o mês de Novembro:

- Rentabilidade maior para alguns bancos, para Renda Fixa
- Valor mínimo de aplicação super baixo para algumas aplicações
- Redução da corretagem para Futuros em mais da metade



A distribuidora de investimentos Órama irá oferecer opções de investimento com maior rentabilidade a partir do dia 19. Já existem alguns dos títulos listados:




Na XP Investimentos serão oferecidas aplicações de renda fixa com rentabilidade de até 131% do CDI.
A Rico trará ofertas surpresas durante todo o mês de novembro.
Bancos e casas de câmbio também farão algumas ofertas. Assim como para o comércio, cabe ao consumidor ficar atento e fiscalizar as promoções, para que não acabe sendo enganado.

Canal da GFC - Gestão Financeira Criativa no Youtube