quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desemprego: empresas e trabalhadores devem se planejar

De acordo com levantamento do Sebrae, as micro e pequenas empresas voltaram a ter um saldo negativo na geração de empregos no mês de Outubro. Depois de dois meses consecutivos com o número de admissões superando o número de demissões (criação de 12,7 mil vagas), foram encerradas 15,4 mil vagas nos pequenos negócios. 
Porém, a crise não afeta somente os pequenos negócios. Este número de vagas encerradas nos pequenos negócios é quase quatro vezes menor que o número das empresa de médio e grande porte. No comparativo anual, as PMEs encerraram 46,5 mil vagas, número 15 vezes menor que as empresas maiores.
O país caminha para a retomada de sua economia, porém, desde sempre, é necessário que os pequenos negócios façam o maior esforço possível relacionado a sua administração. Elaboração de planejamentos estratégico e financeiro, controle de caixa, busca de aumento de capital constante, com renegociação de dívidas são fundamentais para que impactos de uma crise sejam os menores possíveis.
Cabe ao trabalhador, como pessoal física, também tomar medidas de segurança, caso venha a sofrer com perda de emprego, como planejamento financeiro, redução de gastos não tão urgentes e acúmulo de capital em investimentos rentáveis, por exemplo.
O gráfico abaixo, da Análise do CAGED de Setembro de 2016, do Sebrae, mostra a evolução da geração de empregos comparando as micro e pequenas empresas com as médias e grandes. O maior pico foi Dezembro de 2015. Apesar de Outubro ir na contramão da criação de vagas que setembro e agosto tiveram, o cenário vem apresentando melhora.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Chapecoense: um case de sucesso

O Brasil e o futebol mundial acordou hoje com uma triste notícia. A Associação Chapecoense de Futebol, clube brasileiro sediado em Chapecó, Santa Catarina, fundado em 10 de maio de 1973 teve a queda do avião que transportava parte de seus atletas, comissão técnica e dirigentes para a disputa da final da Copa Sul-Americana 2016, primeira final internacional da equipe.



A associação foi criada para restaurar o futebol na região de Chapecó, que em 1970 possuía apenas clubes amadores. 
O clube passou a ter destaque no cenário nacional nos últimos anos, quando em 2013 o clube conquistou o tão almejado acesso à séria A do Campeonato Brasileiro. Não bastando o acesso, trata-se de uma conquista expressiva, pois seis anos antes a Chape, apelido da equipe, disputava a série D. No cenário estadual a equipe esteve presente em cinco das dez últimas finas do Campeonato Catarinense, que consta outros times que disputam ou disputaram recentemente a série A do Campeonato Brasileiro, como Figueirense, Avaí, Criciúma e Joinville. A Chapecoense possui 5 títulos do Campeonato Catarinense, 2 Taças Santa Catarina e 1 Copa Santa Catarina. Este ano disputava pela segunda vez a Copa Sul-Americana e pela terceira vez a série A do Campeonato Brasileiro, estando em 9º lugar na penúltima rodada. No ranking da CBF o clube ocupa a 24ª posição nacional e o 4º lugar estadual. No ranking mundial de clubes da IFFHS o clube ocupa a 160ª colocação.
Um clube que não tinha quase nenhum destaque no futebol nacional passou a ter grandes conquistas, mesmo frente ao monopólio de grandes clubes e concentrações estaduais. Porém, no futebol, nem sempre o time mais rico é o vencedor. No ranking de valor dos elencos da série A do Campeonato Brasileiro de 2016, a Chapecoense ocupa apenas o 17º lugar, com elenco estimado em R$ 88,52 milhões, de acordo com a Transfermarkt. Ou seja, se fosse por valor, seria um dos clubes rebaixados. Porém, o clube está a frente de várias equipes bem mais valiosas e chegou à final de um torneio continental. 



Não bastando isso, o clube ainda é um exemplo na gestão financeira, quando comparado aos clubes grandes ou até times do mesmo porte, conforme tabela abaixo, que compara a variação de 2014 para 2015.
A dívida fiscal do clube é uma das menores da série A e a comparação entre os superávits e déficits mostra um elevado crescimento, num cenário em que várias equipes vivem o oposto disso.
Em relação à torcida, o clube também vem obtendo um notável crescimento. É um dos clubes mais recentes dentre os principais de Santa Catarina, e está na cidade onde a população é uma das menores, conforme tabela abaixo. Porém, os números de seguidores nas mídias digitais vem tendo grande destaque com os recentes sucessos do time, assim como a venda de camisas, que segundo o site Estádio Vip, a Chapecoense já é o 25º time brasileiro com maior venda de camisas. 


No início deste ano, a Chape e a prefeitura fizeram investimentos no seu estádio, a Arena Chapecó. Foram feitas obras nos vestiários, criada a nova academia do clube, novo corredor para equipes visitantes, revitalização de banheiros.



Os investimentos são mais que merecidos, visto o apoio que a torcida dá ao time. Até a penúltima rodada do Brasileirão 2016, a Chape ocupa a 8ª colocação de ocupação de estádio estando a frente de equipes com torcida muito superior, conforme dados do Globo Esporte:


Porém, antes de todo esse crescimento, a Chape passou por uma grande crise. Em 2001 a equipe vinha tendo maus resultados. Em 2003 a equipe estava com dívidas irresgatáveis, mudando a natureza jurídica. O novo clube livrou-se das dívidas. Em 2005, uma nova direção formada por empresários da cidade reergueram o clube, tomando várias medidas para uma boa administração.

O Brasil e o futebol mundial estão de luto. #forçaChape

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Dica: Gestão de Contratos

Um dos grandes gargalos das empresas é o processo de contratos. De acordo com o portal Jusbrasil, um contrato é um vínculo jurídico entre dois ou mais sujeitos de direito correspondido pela vontade, da responsabilidade do ato firmado, resguardado pela segurança jurídica em seu equilíbrio social, ou seja, é um negócio jurídico bilateral ou plurilateral, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial.
No caso de empresas, estes são muito comuns de serem firmados com os fornecedores, prestações de serviços, etc. As empresas precisam se enquadrar e firmar os termos de acordo em comum, para que o contrato seja assinado e passe a ter validade. Porém, muitas vezes esse processo não é tão simples, em alguns casos, os contratos são rodados por vários departamentos, vão e voltam das empresas, precisam ser refeitos, revisados. O que ocorre é que um grande intervalo de tempo é necessário, além de diversos custos com fretes.
A Clicksign é uma plataforma de assinatura eletrônica de documentos. São reduzidos custos diretos e indiretos, além do aumento na segurança e compliance do workflw de documentos. Segundo levantamentos, com a Clicksign as empresas podem poupar, em média, mais de 95% do tempo gasto na assinatura. 



A assinatura pode ser feita a qualquer hora e local, sendo necessário apenas o uso da internet. Tudo é 100% digital e está em conformidade com a legislação, de acordo com a Medida Provisória 2.200/2001. 
São oferecidos múltiplos pontos de autenticação do signatário, tais como endereço de IP, e-mail, nome e CPF. A integridade do documento é assegurada por tranca eletrônica. E por fim, todas as informações relevantes ao processo de assinatura são registradas em um Log.


É possível testar o serviço por 14 dias. A assinatura do serviço varia em função do número de documentos por mês.

Black Friday - Softwares de Gestão Financeira

Não são apenas as lojas e as corretoras de investimentos que oferecerão descontos para a Black Friday deste ano. Os softwares de Gestão Financeira para empresas também entraram no clima.
O ContaAzul está oferecendo 50% de desconto para novas assinaturas.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Movimento Empresa Júnior

Conforme artigo anterior, pesquisas recentes mostram que o movimento empreendedor ainda tem muito a ser desenvolvido pelas universidades.
Porém, desde 197, um movimento que teve origem na França se iniciou através de um grupo estudantes que decidiram se juntar para formar uma associação com o objetivo de oferecer às empresas pesquisas de mercado e outros serviços a preços acessíveis. O sucesso transformou essa associação na primeira Empresa Júnior (EJ) do mundo.
Empresas Juniores são associações civis, sem fins lucrativos, constituídas e geridas exclusivamente por alunos de graduação de instituições de ensino superior, que prestam serviços e desenvolvem projetos para empresas, entidades e comunidades, nas suas áreas de atuação, sob a orientação de professores e profissionais especializados.
O processo de internacionalização destas associações ocorreu em 1986, quando já existiam mais de 100 EJs na França. Com a difusão pela Europa, surgia um novo movimento, o Movimento Empresa Junior (MEJ). Em 1990 foi fundada a Confederação Européia de Empresas Juniores (JADE). Em 1997 a Europa já contabilizava mais de 300 EJs.



No Brasil, o conceito de empresas júnior foi introduzido em 1987, por iniciativa da Câmara de Comércio França-Brasil, com um edital convocando jovens interessados em criar EJs por aqui. As primeiras empresas juniores surgiram em 1988. Em 1990, 7 EJs do Estado de São Paulo se uniram para formação da Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo, a FEJESP. O Movimento no Brasil veio com o intuito de estimular o empreendedorismo, aproximar os alunos do mercado de trabalho e contemplar ensinos da sala de aula com sua aplicação prática.


A Brasil Júnior é a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, que tem a missão de representar o MEJ e potencializá-lo como agente de formação de empreendedores capazes de transformar o Brasil. O levantamento da Brasil Júnior mostra o seguinte cenário:



Os números da Brasil Júnior são levantados com base nas EJs federadas, porém ainda existem muitas outras que não são federadas. Estudos mostram que hoje já existem aproximadamente 1,2 mil empresas juniores, totalizando um total de quase 30 mil universitários.
Segundo o Censo e Identidade da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, o setor faturou cerca de R$ 10 milhões em 2015, quase o dobro de 2014. E o Brasil já é o país com o maior número de EJs.
As EJs são organizações juridicamente autônomas, aptas a prestar consultoria apoio técnico, realizar estudos e desenvolver projetos. O capital reunido com a execução dos serviços é usada para investimento nos membros da empresa, através de eventos e treinamentos, por exemplo, e na manutenção da própria empresa. 
A legislação brasileira passou a ser a primeira do mundo a disciplinas o funcionamento de empresas juniores, através de lei 13.267 de 2016, de autoria do senador José Agripino. Com essa lei, as EJs ganham direitos de isenções tributárias e garantias de espaço físico dentro das universidades.
Particularmente, fiz parte da Motriz, empresa júnior do curso de graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A EJ foi fundada em 1992, visando otimizar a produtividade e contribuir nas resoluções de problemas ligados à Engenharia Mecânica. 





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Salário Mínimo, Preços e Inflação

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o salário mínimo do brasileiro, que hoje é de R$ 880,00, deveria ser de R$ 4.016,27. Este valor é calculado como sendo o necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
O cálculo começou a ser feito em Julho de 1994, quando o salário mínimo era de R$ 70,00, mas deveria ser de R$ 590,33. O resultado de Outubro de 2016 é o maior desde que o cálculo começou a ser feito.
Para o cálculo, usa-se como referência a cesta básica mais cara, que hoje é a de Porto Alegre.
O reajuste do salário mínimo, hoje, por lei, é feito pela soma da variação da variação da inflação para população de baixa renda (INPC) no ano anterior, acrescido a taxa de crescimento real do PIB dois anos antes. 
Porém, aumentando-se o salário dos empregados nesta proporção causariam um grande impacto na empresa e no seu produto ou serviço final. Os impactos de se realizar um reajuste desse, pensando num todo, seria de aumento dos preços e demissões. Ou seja, não é tão simples quanto parece.
O vídeo abaixo mostra a visão do economista Carlos Eduardo Gonçalves, do canal Por quê? Economês em bom português sobre o salário mínimo a R$ 3.000:



O gráfico abaixo mostra a média anual dos salário mínimo nominal e do salário mínimo necessário, de acordo com o cálculo da DIEESE.


Percentualmente falando, a proporção que o salário mínimo nominal representa do salário mínimo necessário teve um aumento progressivo e nos últimos anos vem se mantendo constante:



A tabela abaixo mostra um comparativo entre os preços de 1994 e de 2016:



O gráfico abaixo mostra a evolução do preço da carne bovina, de julho de 1994 até julho de 2014, de acordo com o IEA:


O Canal do Otário fez um comparativo do que era possível comprar em 1994 e em 2015 com R$100:



Ou seja, o índice de inflação, IPCA, variou 127% nesse período, porém a maioria dos produtos chegou a ter variação acima dos 500%. O salário mínimo aumentou 1358%, porém, se descontada a inflação, este valor cai para 449%, valor abaixo de várias variações de preços dos produtos.

Em entrevista ao Estadão, especialistas dizem que para se proteger da alta dos preços no longo prazo é recomendável investimentos como o Tesouro Direto, já que este tem alguns de seus títulos atrelados à inflação. 


Fontes de preços:

Sites de compras online
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2014/08/15/ha-20-anos-arroz-custava-r-064-e-show-do-chitaozinho-r-15-relembre/



Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras

A Endeavor e o Sebrae realizaram a quarta edição de uma pesquisa para verificar como anda o empreendedorismo nas universidades brasileiras em 2016. Foram consultados 2230 alunos e 680 professores pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior de todo o país. O objetivo do estudo é direcionar as estratégias das universidades e das lideranças que trabalham com empreendedorismo no Brasil.
A Universidade deve ser um ambiente que potencialize e inspire o empreendedorismo, o sonho grande e a inovação no aluno, para gerar desenvolvimento econômico e social na comunidade. Porém os números ainda não são animadores. Em relação aos professores, 65% estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo dentro do ambiente acadêmico, porém, entre os alunos, esse número cai para 36%. A pesquisa mostrou que as faculdades têm disciplinas que motivas os aluno a darem os primeiros passos, porém, pecam no oferecimento de disciplinas que instruem os próximos passos. Falta toda uma estrutura que dê apoio a jornada completa do empreendedor.
Outro ponto a ser trabalhado é a aproximação da universidade com o mercado, fato que não acontece na maioria das universidades.
Hoje, 6% dos universitários brasileiros são empreendedores e 21% pretendem empreender no futuro. Dos que empreendem, a maioria trabalha sozinha (microempreendedores). Ou seja, acaba sendo um baixo impacto na geração de empregos. 


Apesar da maioria dos estudantes não desejarem empreender, grande parte deles já teve contato com o empreendedorismo, seja trabalhando em pequenos negócios (60%) ou tendo alguém próximo que já abriu um negócio (50%). 
Os que não querem empreender têm como primeira opção a vontade de trabalhar no setor público (43%) ou em uma grande empresa (27%). As principais causas estão relacionadas à renda. Sobre as justificativas para não querer empreender, tem-se:


Além de ambições tímidas e empregabilidade de poucas pessoas, a inovação também não está na cabeça do aluno. Empreendimentos universitários se concentram em setores tradicionais da economia, sendo na maior parte do comércio varejista e prestação de serviços. Cerca de 70% dos produtos ou serviços criados pelos universitários empreendedores já existem no mercado nacional e 17% já existem no mercado regional. Os números não são muito diferentes para quem ainda vai abrir o negócio (63% e 12%).
Além disso, a prioridade do negócio próprio muitas vezes não é exclusiva. Quase metade dos empreendedores entrevistados além de estudar e empreender, ainda trabalha em outro lugar. A universidade também não se mostra o centro para encontrar sócios, já que são pouco os atuais universitários que empreendem em companhia de algum conhecido (6,1%).
A pesquisa fez um levantamento dos principais desafios para os universitários, com 10 categorias diferentes. As categorias que se mostraram maior desafiadoras foram Acesso a crédito e investimentos (22%), Gestão de Pessoas (18%), Gestão Financeira (17%) e Inovação (17%). 
O empreendedor universitário reconhece a importância que programas da universidade poderiam ter em seus negócios. 54,3% destes acreditam que programas de serviço e suporte, incubadoras e acesso a investidores sejam essenciais para o preparo. 54,4% das faculdades oferecem o conteúdo de inspiração para empreender. Porém todos os outros temas não chegam a 10% cada.
Em cerca de 50% dos cursos de engenharias e ciências sociais aplicadas há disciplina de empreendedorismo. Porém as outras áreas têm essa oferta em torno de apenas 30% das universidades. É importante que disciplinas deste assunto sejam permitidas e oferecidas para alunos de diferentes cursos, porém isso ocorre em apenas 35,5% das instituições. Empreender é uma prática multidisciplinar, e futuros sócios têm chances de se conhecerem nesse meio.
O oferecimento de iniciativas também precisa melhorar. Foram levantadas 29 possíveis iniciativas, porém, apesar de 30,6% das universidades oferecerem cinco ou mais, em média, 10% das universidades têm apenas uma iniciativa. Entre os professores, 43,7% afirmam que há professores envolvidos em pesquisa de empreendedorismo em sua instituição. 
Em relação às vagas de emprego e estágio, as pequenas e médias empresas se destacam, porém startups ainda têm um número baixo:


Em relação aos professores, cerca de 30% se auto avaliaram como lideranças e contribuintes ativos na promoção de empreendedorismo na sua universidade, proporção razoável. Cerca de 70% dos promotores do empreendedorismo não possuem um negócio em funcionamento atualmente. Além disso, os professores com menos tempo de casa estão mais a par do mercado. 40% com menos de 10 anos de experiência têm um negócio em funcionamento, contra 29% dos professores com mais de 10 anos de experiência. Assim como os alunos, a maior parte dos negócios de professores não é inovador (apenas 6,1%). Um terço dos promotores de empreendedorismo na universidade deixaram de empreender ou ainda não empreendem por conta da dedicação exclusiva á universidade.


O universitário empreendedor não costuma conversar com profissionais da universidade. Apenas um terço realiza tal prática. Os agentes de universidade estão em último lugar considerando pontos de apoio da universidade quanto fora dela.
Os fatores que despertaram o interesse empreendedor nos alunos não são tão ligados à universidade. 72% concordam que a maior inspiração veio de família, amigos, internet e livros, contra 57% para as faculdades. Os índices de satisfação entre professores e alunos são bem divergentes:


Ou seja, a partir de todos esses números, percebe-se que as universidades ainda precisam tomar medidas para aproximar-se mais dos alunos, no quesito empreendedorismo. Iniciativas, estudo do que o aluno realmente quer e precisa devem ser adaptados para aumentar o potencial de perfis empreendedores.

A pesquisa completa pode ser vista neste link.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Semana Global do Empreendedorismo

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) foi lançada na Inglaterra em 2007, pelo ex-primeiro ministro Gordon Brown e pelo então presidente da Kauffman Foudation, Carl Schramm, com o objetivo de disseminar e fortalecer a cultura empreendedora.
A ideia é que ao longo do mês de novembro, em especial na terceira semana, pessoas de mais de 150 países sejam inspiradas por atividades locais, nacionais e globais, explorando o potencial empreendedor. 
Em 2016, a SGE ocorrerá de 14 a 20 de Novembro. Os objetivos principais desta edição são:

 - MOBILIZE pela realização das atividades: Brasil já foi reconhecido como o maior realizador de atividades durante a semana. Através da mobilização de todos, é possível manter este legado.

- INCENTIVE a temática destas atividades: O mote da SGE deste ano é "Conexões que transformam cidades". Empreendedores são capazes de crescer diante de todos os cenários, mas sozinhos não conseguem ir tão longe. Com a mobilização de um ecossistema que estimule, acelere, encoraje e fomente o seu crescimento. A SGE é uma ótima oportunidade para isso.

- IDENTIFIQUE as boas práticas e a percepção do empreendedor sobre a sua cidade

No Brasil, é possível consultar toda a programação, por região e categoria, através do site da Rede Global de Empreendedorismo.



A GFC - Gestão Financeira Criativa participará da SGE 2016 não só apoiando o movimento, como também através do lançamento de um Ebook sobre Gestão Financeira para Empreendedorismo. Se inscreva neste link para receber o ebook em primeira mão, que será lançado durante a SGE.




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump e o Dólar

O mercado financeiro ficou agitado com a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (10) o dólar teve uma forte alta, impactando desde já as casas de câmbio. O gráfico abaixo, do portal Uol, mostra a alta da moeda norte americana desde o começo dessa semana e no dia de hoje. Hoje ocorreu a maior alta dos últimos oito anos, de 4,73%.



O comparador de preço de moedas para compra e venda, Melhorcambio, já mostra que a compra do dólar está a partir de R$3,58 nas casas de câmbio, conforme figura abaixo.


Em entrevista à Exame, o diretor da corretora NGO Sidnei Nehme diz que a tendência é que o dólar continue a se valorizar até o final do ano. A previsão é do dólar atingir R$3,60. O especialista sugere que quem tem viagem para o exterior no curto prazo compre a moeda agora. Já para viagens mais distantes, a sugestão é ir comprando aos poucos. Até que Donald Trump anuncie sua equipe e seu programa de governo, a economia ficará sob um ar misterioso. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dica: Black Friday - II

O Zoom, comparador de preços online. criou mais uma forma de ajudar os consumidores na Black Friday. Trata-se do Zoom Garante. Trata-se de uma garantia para os casos em que a loja não entregue o produto comprado. Nesse caso, o Zoom resolve o problema diretamente com a empresa ou devolve dinheiro ao consumidor (até R$ 5 mil). A ferramenta é grátis, basta fazer cadastro neste link.


Para utilizar o Zoom Garante na hora da compra, o consumidor deve comprar através do Zoom, com login efetivado. Ai no caso de problemas na entrega basta abrir uma reclamação. O site tem parceria cm Americanas, Extra, Magazine Luiza e mais 300 lojas.

Lojistas

Porém, não são só os consumidores que devem estar atentos à Black Friday. As empresas precisam preparar suas estratégias, definindo previamente a política dos preços e descontos, estruturando seu sistema para uma carga maior de acessos. A segurança também deve ser um fator de atenção. O site Computerworld sugere que uma boa tática é restringir o tempo de acesso ao site de compras e bloquear emails com links e anexos em promoções (o email ainda é a grande porta de ataques virtuais).
Os hackers se aproveitam para criar falsos links, comprometer máquinas, roubar dados do sistema da empresa, dos usuários. 
Em relação à estratégias de venda, é importante que os descontos, mesmo que agressivos, não cheguem ao ponto de causar prejuízo. Uma boa prática é usar a data para liquidar produtos que estão encalhados. Potencializar os mais vendidos também é uma boa estratégia. Além da definição dos preços, os lojistas devem se planejar em relação à entrega dos produtos nos prazos combinados. Há dependências de terceiros, como por exemplo os Correios e transportadoras. Assim, aumentar um pouco o prazo limite acaba sendo uma segurança maior. O terceiro ponto é o de divulgação. Anúncios em buscadores, redes sociais, blogs são essenciais, desde cedo. 
Os Correios estão preparando um pano especial para a data. Estão sendo contratados empregados temporários, realização de investimentos em linhas extras de transporte, além do reforço dos recursos de gerenciamento de riscos de carga. Os prazos terão um acréscimo de dois dias úteis.

Compras Internacionais

Como a Black Friday é um fenômeno internacional, também é possível fazer compras do exterior. Lojas como Amazon, Ebay e Aliexpress também apresentam suas promoções. Porém, nesses casos é muito importante lembrar que os preços estão em moeda estrangeira e os fretes são mais caros e mais demorados, portanto é importante prestar atenção nesses detalhes. A Tecmundo fez uma página com dicas para quem for comprar na chinesa Aliexpress.

Consumo Consciente

A ideia dos lojistas é fazer seu público ficar atraído pelas ofertas e consumir o máximo possível. Porém o consumidor deve ter plena consciência nessa "tentação". Comprar produtos que não atendam a necessidade ou que sejam mais caros podem acabar virando problemas. Uma ferramenta interessante para escolher modelo de eletrônicos, como Notebook, TV e Smartphone é o Shoptutor, com seu assistente de compras. A partir de algumas respostas rápidas, o assiste analisa os modelos e as melhores ofertas para indicar ao usuário.
Para compra de eletrônicos, a Tecmundo também fez uma página especial com atualizações ao vivo sobre os principais produtos e promoções. Vale lembrar também que na segunda-feira posterior á Black Friday (28) ocorrerá a Cyber Monday, uma segunda chance de promoções, nos produtos de tecnologia. Em 2015 a Cyber Monday teve um resultado de vendas de R$ 294 milhões (crescimento de 56% em relação a 2014), com 679 mil pedidos e ticket médio de R$ 433.